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Passageira oferece R$ 150 por desabafo, mas motorista troca dinheiro por pizza

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24/08/2026

Motorista de aplicativo Carlos Coutinho | Foto: Arquivo Pessoal
Motorista de aplicativo Carlos Coutinho | Foto: Arquivo Pessoal/Carlos Coutinho

O motorista de aplicativo Carlos Coutinho viveu uma situação inusitada, na sexta-feira (21/8), em Goiânia. Uma passageira ofereceu R$ 150 para que ele ouvisse seu desabafo após o fim de um relacionamento, mas o motorista preferiu trocar o pagamento por uma pizza.

“Eu falei: ‘guarda esses R$ 150 e compra uma pizza pra gente’, até porque eu tava morrendo de fome”, contou Carlos. A passageira entrou em contato pelo chat do aplicativo antes da chegada dele e explicou que precisava conversar com alguém.

Carlos relatou que já encerrava o expediente quando recebeu a chamada, por volta das 21h, na região Noroeste da capital goiana. Ao chegar ao endereço, encontrou a pizza esperando. Ele cancelou a corrida e permaneceu no local conversando com a mulher por cerca de uma hora e meia.

Durante o encontro, a passageira contou detalhes sobre o relacionamento que havia terminado. Segundo Carlos, ela relatou que enfrentou uma relação complicada e havia se afastado de praticamente todos os amigos enquanto estava com o ex-companheiro.

Após a conversa, os dois trocaram contatos pelo WhatsApp, mas não mantiveram conversas frequentes. “No fim, uma corrida que era pra ser só mais uma acabou virando uma conversa, uma pizza e uma situação que eu jamais imaginaria”, afirmou o motorista.

Conversa com a passageira — Foto: Arquivo pessoal/Carlos Coutinho
Conversa com a passageira — Foto: Arquivo pessoal/Carlos Coutinho

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Adeus ao número do SUS: CPF passa a identificar usuários da rede pública de saúde

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01/02/2026

Cartão Nacional de Saúde (CNS) | Foto: Reprodução/Prefeitura Municipal de São Gonçalo
Cartão Nacional de Saúde (CNS) | Foto: Reprodução/Prefeitura Municipal de São Gonçalo

O CPF passou a ser utilizado como principal forma de identificação dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), substituindo o antigo número do Cartão Nacional de Saúde (CNS). A mudança entrou em vigor na sexta-feira (30/1) e foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com o objetivo de unificar cadastros e tornar o acesso aos serviços de saúde pública mais simples e eficiente.

Segundo o ministro, a adoção do CPF como identificador único corrige problemas antigos do sistema, como a existência de múltiplos registros para uma mesma pessoa. Ele explicou que, com a nova regra, deixa de existir a dificuldade de descobrir ou lembrar qual número do SUS informar, já que o CPF passa a ser a referência principal.

Os cidadãos que já possuem o cartão do SUS não precisam tomar nenhuma providência, pois os dados foram automaticamente vinculados ao documento. Com a alteração, ao procurar atendimento em unidades de saúde, o usuário deverá informar diretamente o número do CPF. Os novos cartões do SUS já estão sendo emitidos com o documento como identificação principal.

A mudança foi acompanhada por uma revisão na base de dados do SUS, o CadSUS, que passou por atualização para correção de informações e exclusão de registros duplicados ou inconsistentes. O Governo Federal informou que a meta era inativar mais de 100 milhões de cadastros antigos ou irregulares até abril deste ano.

De acordo com o Ministério da Saúde, a integração entre o CadSUS e a base de dados da Receita Federal possibilitou o uso do CPF como identificador único, facilitando o acesso a informações como histórico de vacinação e retirada de medicamentos em programas como o Farmácia Popular.

Mesmo com a mudança, pessoas que não possuem CPF continuarão sendo atendidas pelo SUS. Para esses casos, foi criado um cadastro temporário, com validade de até um ano, destinado a situações em que o documento não possa ser informado, como atendimentos de urgência.

Presidente Lula apresenta boa recuperação após cirurgia de catarata

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Lula apresenta boa recuperação após cirurgia de catarata | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Lula apresenta boa recuperação após cirurgia de catarata | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou, neste sábado (31/1), uma avaliação médica de rotina referente ao primeiro dia de pós-operatório da cirurgia de catarata, em uma clínica oftalmológica de Brasília. De acordo com nota divulgada pelo Palácio do Planalto, a recuperação evolui de forma satisfatória, com resultados dentro do esperado para o período.

Segundo o comunicado, o presidente deve retornar às atividades habituais na segunda-feira (2/2). Lula foi submetido ao procedimento no olho esquerdo na sexta-feira (30) e recebeu alta hospitalar no mesmo dia. Ele já havia passado pela mesma cirurgia no olho direito, em 2020.

A catarata é uma condição associada ao envelhecimento, caracterizada pela perda de transparência do cristalino, a lente natural dos olhos, que se torna opaca. O tratamento cirúrgico consiste na substituição do cristalino por uma lente artificial.

Durante o fim de semana, o presidente permanecerá na Granja do Torto, residência oficial da Presidência da República, sob acompanhamento das equipes médicas coordenadas por Roberto Kalil Filho e Ana Helena Germoglio.

Eduardo Paes pode ter confirmado Justin Bieber em show no Rio: Entenda

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31/01/2026

 

Foto: Reprodução

Os rumores sobre quem será a próxima grande atração do evento Todo Mundo no Rio, em Copacabana, ganharam força após declarações informais do prefeito Eduardo Paes. Durante uma visita a uma loja na região, Paes, acompanhado de sua esposa, Cristine Paes, foi provocado por lojistas sobre os rumores de shows internacionais. Quando o nome de Justin Bieber foi mencionado, Paes sorriu discretamente, e Cristine confirmou: “Vai ser o Justin Bieber. Minha filha já está maluca com essa informação.”

Apesar de a produtora Bônus Track, responsável pelo evento, ter se recusado a comentar, as postagens de Paes nas redes sociais, com imagens e vídeos do cantor, indicam que Bieber pode ser, de fato, o grande nome da próxima edição. O prefeito nunca descartou a possibilidade, mencionando em publicações recentes que o show estaria entre nomes como Paul McCartney, U2 e Shakira, mas a revelação de Cristine reforça a especulação de que Bieber será a estrela.

Se confirmada, a apresentação de Justin Bieber em Copacabana promete ser um dos maiores eventos musicais do ano no Rio.

Famoso cirurgião é condenado após morte de bilionário durante procedimento estético em Paris

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30/01/2026

 

Foto: Reprodução

Um renomado cirurgião, conhecido por atender ricos e celebridades, foi condenado a 1 ano e 3 meses de prisão e proibido indefinidamente de exercer a medicina, após a morte do bilionário belga-israelense Ehud Arye Laniado, em Paris, durante um procedimento de aumento peniano, em março de 2019. O processo foi finalizado na última quarta-feira (28/1).

Ehud, de 65 anos, fazia tratamentos regulares com o médico, pagando dezenas de milhares de euros por consultas e procedimentos realizados de duas a quatro vezes por ano na clínica estética Saint-Honoré-Ponthieu. Durante a cirurgia, realizada fora do horário comercial, o bilionário sofreu uma parada cardíaca e morreu.

Inicialmente tratado como homicídio culposo, o caso evoluiu para investigações sobre omissão de socorro, crimes relacionados a drogas e exercício ilegal da medicina. Outro médico que auxiliava o cirurgião também foi condenado a 12 meses de prisão, mas teve a pena suspensa, sendo igualmente proibido de atuar na medicina.

Fontes relataram ao jornal Le Parisien que a morte não foi causada pela injeção aplicada no pênis, mas levantou questionamentos sobre o atraso no pedido de socorro — o primeiro chamado foi feito às 20h, com um segundo telefonema aos bombeiros duas horas depois. Os réus alegaram que o primeiro telefonema se deu por conta do comportamento irritado do paciente e da insistência em receber as injeções, apesar de dores abdominais.

Um médico parisiense, que preferiu manter o anonimato, afirmou que a situação não surpreende profissionais da cirurgia plástica de alto padrão, onde frequentemente “as regras são flexibilizadas”. Durante o julgamento, o advogado do cirurgião tentou minimizar o episódio, argumentando que o ataque cardíaco poderia ter ocorrido em qualquer lugar, até mesmo em uma pizzaria, e questionando se isso geraria processo em outras situações semelhantes.

Casos recentes da doença da urina preta reacendem alerta sobre consumo de pescados no país

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Casos recentes de doença de Haff reacendem alerta sobre consumo de pescados no país | Foto: Fabiane de Paula
Casos recentes de doença de Haff reacendem alerta sobre consumo de pescados no país | Foto: Fabiane de Paula

O registro recente de casos da doença de Haff  - também conhecida como “doença da urina preta” - no país voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde e da população para uma condição rara, porém potencialmente grave, associada ao consumo de pescados. Em 2025, três casos foram confirmados no município de Itacoatiara, no interior do Amazonas, conforme divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde do estado. Dois dos pacientes pertenciam à mesma família, e os episódios ocorreram nos meses de junho e dezembro.

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Três casos de doença de Haff são confirmados em Itacoatiara, no Amazonas

A doença de Haff é caracterizada pelo desenvolvimento súbito de rabdomiólise, um quadro que provoca a destruição das fibras musculares e a liberação de substâncias na corrente sanguínea. Os sintomas costumam surgir em até 24 horas após o consumo de peixes ou outros animais aquáticos e incluem dores musculares intensas, rigidez, fraqueza e alteração na coloração da urina, que pode ficar escura, semelhante a café ou chá preto.

De acordo com o levantamento das autoridades de saúde, ao longo de 2025 foram notificados nove casos de rabdomiólise em três municípios amazonenses. Após investigação epidemiológica detalhada, apenas três foram confirmados como doença de Haff, todos registrados em Itacoatiara. Os pacientes relataram início dos sintomas cerca de nove horas após ingerirem peixe, principalmente pacu, preparado de forma frita ou assada e consumido em ambiente domiciliar.

Os exames laboratoriais realizados apontaram níveis elevados da enzima creatinofosfoquinase (CPK), com média de 6.400 U/L, valor bastante acima do considerado normal para adultos. A elevação dessa enzima é um dos principais marcadores para o diagnóstico da rabdomiólise e, consequentemente, da doença de Haff, quando não há outras causas conhecidas que expliquem o quadro clínico.

A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas (Cievs-AM), Roberta Danielli, informou que todas as notificações passaram por investigação criteriosa, realizada em conjunto com as vigilâncias municipais. Segundo ela, em todos os casos compatíveis houve relato do consumo de pacu, preparado de maneira simples, principalmente frito ou assado.

Apesar de ainda não existir um agente causador identificado, a doença de Haff exige atenção imediata. Não há tratamento específico, e a abordagem médica é focada no controle dos sintomas e na prevenção de complicações, especialmente a insuficiência renal. A hidratação intensa e o acompanhamento da função dos rins são medidas fundamentais. Na maioria dos casos, o prognóstico é favorável quando o atendimento ocorre de forma rápida e adequada.

Três casos de doença de Haff são confirmados em Itacoatiara, no Amazonas

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Reprodução

Três casos de doença de Haff foram confirmados em Itacoatiara, no interior do Amazonas, em 2025, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (29) pela Fundação de Vigilância em Saúde - Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). A síndrome é rara e está associada à rabdomiólise súbita, geralmente desencadeada pelo consumo de peixes ou crustáceos de água doce.

A doença provoca sintomas como dor intensa, rigidez muscular e urina escura, com coloração semelhante à do café. Em todo o estado, foram registrados nove casos de rabdomiólise em três municípios, mas apenas três foram confirmados como doença de Haff, todos em Itacoatiara. Dois dos pacientes pertenciam à mesma família, e os episódios ocorreram em junho e dezembro, na área urbana da cidade.

Os pacientes apresentaram fraqueza muscular, dores intensas nos músculos e urina escura. Exames laboratoriais indicaram níveis elevados da enzima creatinofosfoquinase (CPK), com média de 6.400 µ/L — muito acima do valor normal, que varia entre 20 e 200 U/L em adultos, dependendo do sexo e do laboratório. Os sintomas surgiram aproximadamente nove horas após o consumo de pescado, principalmente pacu preparado frito ou assado.

A coordenadora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas (Cievs-AM), Roberta Danielli, afirmou que todas as notificações passaram por investigação criteriosa, em parceria com as vigilâncias municipais, garantindo a precisão dos dados e o acompanhamento dos casos.

Anvisa autoriza cultivo restrito de cannabis medicinal no brasil

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28/01/2026

 

Foto: Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma resolução que permite, de forma restrita, o cultivo de cannabis medicinal no Brasil por empresas, universidades e associações de pacientes. A medida, no entanto, não autoriza o plantio para a população em geral nem libera o uso recreativo da planta.

Antes da decisão, o cultivo da cannabis para fins medicinais era proibido, mesmo com a legislação permitindo a manipulação, o registro e a comercialização de produtos à base da planta. Com isso, empresas precisavam importar os insumos, o que limitava a pesquisa científica e a produção nacional de medicamentos.

A mudança atende a um pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em novembro de 2024, determinou que a Anvisa regulamentasse o cultivo exclusivamente para fins medicinais e farmacológicos. Segundo especialistas, a decisão abre caminho para que a pesquisa e a produção de produtos à base de cannabis utilizem matéria-prima nacional, com fiscalização sanitária e padronização de insumos, acelerando o desenvolvimento de estudos e medicamentos.

Atualmente, os produtos à base de cannabis disponíveis no país têm concentrações menores dos princípios ativos e não são classificados como medicamentos, pois não passam por testes clínicos completos de eficácia. Com a nova regulamentação, empresas poderão cultivar a planta com teor de THC de até 0,3%, sob rigoroso controle do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A resolução também estabelece regras específicas para centros de pesquisa e instituições de ensino, exigindo barreiras físicas, vigilância 24 horas e inspeções sanitárias. Produtos resultantes das pesquisas não poderão ser comercializados ou distribuídos a pacientes. Além disso, associações de pacientes autorizadas poderão produzir derivados da cannabis exclusivamente para atendimento de seus associados.

A Anvisa incluiu a cannabis em sua lista de substâncias sob controle especial, ao lado de entorpecentes e psicotrópicos, consolidando a regulamentação. Especialistas e advogados destacam que, até agora, o impasse regulatório obrigava a importação dos insumos, limitando o mercado interno e o desenvolvimento de medicamentos nacionais. Com a medida, o Brasil ganha um marco regulatório que pode impulsionar tanto a pesquisa científica quanto a produção local de cannabis medicinal.


Turista argentina perde R$ 20 mil em golpe durante passeio em Copacabana

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Turista argentina perde R$ 20 mil em golpe durante passeio em Copacabana | Foto: Reprodução
Turista argentina perde R$ 20 mil em golpe durante passeio em Copacabana | Foto: Reprodução

Uma turista argentina viveu um grande transtorno durante sua passagem pelo Rio de Janeiro após cair em um golpe na praia de Copacabana. Enquanto passeava pelo local, no domingo (25), ela comprou um milho de um vendedor ambulante e solicitou ajuda para realizar o pagamento via PIX. No entanto, em vez de pagar R$ 20, acabou transferindo R$ 20 mil.

Segundo o relato da vítima, a barreira do idioma foi determinante para que o golpe acontecesse. Sem falar português, a turista confiou no vendedor, que se ofereceu para digitar o valor no aplicativo de pagamento em seu celular. A confirmação só veio depois, ao verificar o extrato da conta, quando percebeu que quase todo o dinheiro havia sido retirado.

O comprovante da transação confirma a transferência no valor de R$ 20 mil, quantia que, de acordo com a turista, correspondia às economias reservadas para aproveitar as férias no Brasil. O impacto foi imediato, comprometendo completamente a viagem.

Assustada e sem respostas, a mulher registrou um boletim de ocorrência e aguarda providências das autoridades. O caso chama atenção para os riscos enfrentados por turistas, especialmente aqueles que não dominam o idioma local, e reforça a importância de cautela em transações financeiras durante viagens.

Justiça determina poda do maior cajueiro do mundo em Pirangi; especialistas divergem sobre impacto

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08/07/2025

Cajueiro de Pirangi, o maior cajueiro do mundo, em Parnamirim, na Grande Natal | Foto: Idema/Divulgação
Cajueiro de Pirangi, o maior cajueiro do mundo, em Parnamirim, na Grande Natal | Foto: Idema/Divulgação

Reconhecido como o Maior Cajueiro do Mundo e uma das principais atrações turísticas do Rio Grande do Norte, o cajueiro centenário localizado na praia de Pirangi, em Parnamirim, deverá passar por uma poda a partir de agosto de 2025. A determinação da Justiça, tomada em 2024, atende a pedidos de moradores e comerciantes preocupados com os galhos que avançam sobre ruas, casas e comércios da região.

Com aproximadamente 10 mil metros quadrados de extensão, cerca de 1.200 metros dos galhos estão fora da área cercada, invadindo a avenida São Sebastião e outras áreas urbanas. O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Estado (Idema) conduz o processo, que conta com investimento previsto de R$ 200 mil e pode durar até seis meses.

Diretor técnico do Idema, Thales Dantas defende a poda como essencial para a preservação do cajueiro, argumentando que o manejo visa evitar danos causados por cupins, brocas e possíveis acidentes com veículos, e que a árvore continuará a ser a maior do mundo. O engenheiro agrônomo Marcelo Gurgel também apoia o procedimento, destacando que a poda, acompanhada de cuidados sanitários, é uma prática comum e segura para cajueiros comerciais, melhorando a saúde da planta.

Por outro lado, a bióloga Mica Carboni, que já trabalhou no cajueiro, alerta para os riscos da poda de contenção, que poderia limitar o crescimento natural da árvore, atrofiar seus galhos e acelerar seu envelhecimento. Ela explica que a expansão da árvore ocorre porque galhos que tocam o chão criam novas raízes, promovendo o rejuvenescimento da planta — um fenômeno fundamental para que o cajueiro continue frutificando mesmo após 140 anos.

Moradores da região, como o corretor Francisco Cardoso, compartilham o receio, temendo que a retirada de grande parte dos galhos possa abrir espaço para infestações de fungos, brocas e bactérias, e até levar à morte do cajueiro. "A partir do momento que a poda tirar quase 1000 metros do maior cajueiro do mundo, vai dar um impacto muito grande na árvore", destacou.

Audiências públicas na Câmara Municipal de Parnamirim já discutiram o tema, e novas reuniões estão previstas antes que o Idema envie parecer definitivo à Justiça para definir a extensão dos cortes.

Laudo confirma que Juliana Marins morreu após queda de grande altura durante viagem à Indonésia

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Laudo confirma que Juliana Marins morreu após queda de grande altura durante viagem à Indonésia | Foto: Arquivo Pessoal
Laudo confirma que Juliana Marins morreu após queda de grande altura durante viagem à Indonésia | Foto: Arquivo Pessoal

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) confirmou que a publicitária Juliana Marins, de 26 anos, morreu em decorrência de múltiplos traumas causados por uma queda de altura. A conclusão consta no laudo pericial elaborado pelo Instituto Médico-Legal (IML), com base no exame cadavérico realizado após o traslado do corpo da jovem, que faleceu durante uma viagem à Indonésia.

De acordo com o documento, a causa imediata da morte foi uma hemorragia interna provocada por lesões poliviscerais e politraumatismo, resultantes de um impacto com alta energia cinética. Os peritos destacaram que não houve sobrevida prolongada após o impacto. A estimativa é de que Juliana tenha sobrevivido por no máximo 15 minutos, sem chances de locomoção ou reação.

“Pode ter havido um período agonal antes da queda fatal, gerando sofrimento físico e psíquico, com intenso estresse endócrino, metabólico e imunológico ao trauma”, aponta um trecho do laudo oficial.

Apesar da gravidade dos ferimentos, o relatório técnico ressalta que não há indícios de agressões anteriores à queda, como contenção, luta corporal ou tortura. Também foram encontradas marcas compatíveis com deslocamento do corpo após o impacto, o que pode ter sido causado pela inclinação natural do terreno onde Juliana foi encontrada.

Outro ponto importante foi a inviabilidade de estimar com precisão o horário da morte, já que o corpo chegou ao IML já embalsamado, o que comprometeu parte das análises fisiológicas.

Uma queda, múltiplos traumas

Segundo os peritos do Rio, embora não seja possível afirmar com total certeza se houve mais de uma queda, os ferimentos são condizentes com um único impacto de grande intensidade, que comprometeu órgãos vitais e estruturas como crânio, tórax, abdome, pelve, coluna e membros. Além dos traumas generalizados, foram identificadas lesões musculares, ressecamento ocular e ausência de sinais de desnutrição, fadiga extrema ou uso de drogas ilícitas.

A perícia também considera possíveis fatores psicológicos e ambientais como agravantes da situação de Juliana. O laudo aponta que estresse extremo, isolamento geográfico e ambiente hostil podem ter gerado um quadro de desorientação, prejudicando sua capacidade de tomar decisões adequadas antes da queda.

Nova perícia foi pedida pela família

O corpo de Juliana foi localizado quatro dias após sua queda, ocorrida durante uma trilha em uma região isolada da Indonésia. Um laudo local já havia apontado que a morte ocorreu cerca de 20 minutos após o acidente, sem indícios de hipotermia. No entanto, não foi possível determinar exatamente quando ocorreu a queda fatal.

Em busca de mais clareza sobre as circunstâncias da tragédia, a família da jovem entrou com um pedido na Justiça brasileira para que uma nova perícia fosse realizada. A análise foi feita por técnicos do IML do Rio de Janeiro, com o acompanhamento de um perito particular contratado pela família. O corpo, que seria cremado inicialmente, foi preservado justamente para que essa nova avaliação fosse possível.

Dúvidas permanecem

A família de Juliana chegou a questionar se a ausência de socorro imediato poderia ter sido determinante para o desfecho. No entanto, os peritos afirmaram que os elementos para responder com certeza a essa pergunta foram prejudicados, dada a condição do corpo e o tempo entre a queda e a localização.

Mesmo com a confirmação das causas da morte, vários pontos sobre o acidente seguem sem resposta definitiva, incluindo o momento exato da queda, as circunstâncias que a precederam e se houve ou não tentativas de pedir ajuda.

A investigação continua sendo acompanhada pela família, que busca explicações mais detalhadas sobre os últimos momentos da jovem brasileira no exterior.

Pessoa que abandonar idoso ou pessoa com deficiência poderá pegar até 3 anos de prisão

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06/07/2025

Pessoa que abandonar idoso ou pessoa com deficiência poderá pegar até 3 anos de prisão | Foto: Reprodução/Barra do Corda
Pessoa que abandonar idoso ou pessoa com deficiência poderá pegar até 3 anos de prisão | Foto: Reprodução/Barra do Corda

Quem abandonar um idoso ou pessoa com deficiência em instituições de saúde, abrigos ou locais semelhantes poderá ser condenado a até três anos de prisão, segundo o Projeto de Lei 3270/2024, aprovado na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados.

A proposta também prevê o agravamento da pena em 1/3 se o autor do crime for alguém que legalmente deveria cuidar da vítima, como um familiar, tutor ou profissional de cuidado.

O texto modifica tanto o Estatuto da Pessoa Idosa quanto o Estatuto da Pessoa com Deficiência, ampliando as penas previstas atualmente. Pela legislação vigente, a punição para esse tipo de abandono varia de 6 meses a 3 anos. Com o projeto, o mínimo será de 1 ano, mantendo o máximo de 3 anos de reclusão e multa.

A medida também endurece a punição por discriminação contra pessoas com deficiência. A nova pena passaria a ser de 2 a 5 anos de reclusão e multa, substituindo o intervalo anterior de 1 a 3 anos.

Segundo o relator, deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE), o projeto representa um avanço na garantia dos direitos fundamentais dessas populações.

“Ao prever aumento de pena para os casos em que o agente tenha responsabilidade legal sobre a vítima, a proposta fortalece o princípio da prioridade absoluta, que orienta a formulação e a execução de políticas públicas voltadas à pessoa idosa”, defendeu o parlamentar.

O que acontece agora

O projeto ainda será analisado por outras duas comissões na Câmara: Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Constituição e Justiça (CCJC). Depois, seguirá para votação no Plenário e, se aprovado, passará pelo Senado Federal antes de virar lei.

*Com informações da Agência Câmara

Mulher morre após queda de 93 metros durante prática de rapel em Minas Gerais

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O Corpo de Bombeiros foi acionado e mobilizou uma equipe especializada em salvamento em altura e resgate terrestre | Foto: Corpo de Bombeiros
O Corpo de Bombeiros foi acionado e mobilizou uma equipe especializada em salvamento em altura e resgate terrestre | Foto: Corpo de Bombeiros

Uma mulher de 36 anos morreu na tarde deste sábado (5/7) após sofrer uma queda de aproximadamente 93 metros enquanto praticava rapel na Pedra do Elefante, ponto turístico localizado em Andradas, no Sul de Minas Gerais. A vítima foi identificada como Daiane Marques, servidora pública natural de Cordeirópolis (SP).

De acordo com o relato de um dos companheiros de aventura, um homem de 31 anos, Daiane fazia parte de um grupo com mais dois praticantes do Estado de São Paulo, todos com experiência na atividade. O grupo realizava a descida do paredão quando a mulher se desequilibrou e caiu em direção à base da serra.

A queda ocorreu por volta das 17h20. Daiane teria se chocado contra formações rochosas e a vegetação da encosta. Quando os outros dois integrantes conseguiram concluir a descida, já encontraram a vítima sem vida.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e mobilizou uma equipe especializada em salvamento em altura e resgate terrestre. Para alcançar o local onde o corpo estava, os militares enfrentaram cerca de 6 km de trilha em mata fechada. Segundo os bombeiros, a vítima apresentava múltiplos traumas decorrentes do impacto.

Por conta das dificuldades de acesso, o corpo foi removido até um ponto seguro, onde uma funerária aguardava para realizar o transporte ao Instituto Médico Legal (IML) de Poços de Caldas. As circunstâncias da queda ainda serão apuradas pela Polícia Civil de Minas Gerais, que investigará, entre outros fatores, o uso e estado dos equipamentos de segurança.

Governo federal lamenta tragédia com balão em Santa Catarina; vítimas são identificadas

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21/06/2025

4 pessoas foram carbonizadas e outras 4 morreram ao pular de balão | Foto: Reprodução
4 pessoas foram carbonizadas e outras 4 morreram ao pular de balão | Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou oficialmente neste sábado (21/6) o acidente com um balão em Praia Grande, no sul de Santa Catarina, que resultou na morte de oito pessoas e deixou outras 13 feridas. Em nota divulgada nas redes sociais, o presidente expressou solidariedade às famílias das vítimas e afirmou que o governo federal está à disposição das autoridades estaduais e municipais que atuam no resgate e atendimento aos sobreviventes.

A tragédia ocorreu por volta das 9h, em uma região turística próxima aos parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, conhecida pelos voos de balão sobre cânions de grande beleza natural. Imagens compartilhadas por testemunhas nas redes sociais mostram o balão em chamas no ar, antes de cair. Segundo relatos, parte dos ocupantes saltou ainda durante o incêndio.

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, informou às 11h que havia 21 pessoas a bordo, das quais 13 conseguiram sobreviver e foram levadas a hospitais da região. O Corpo de Bombeiros confirmou que cinco delas seguem em observação. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) comunicou que está tomando as medidas cabíveis para investigar as circunstâncias da queda.

Conforme apuração da Polícia Civil, o balão teria descido parcialmente quando o fogo começou, o que permitiu que 13 pessoas desembarcassem. No entanto, antes que todos conseguissem sair, a aeronave voltou a subir repentinamente. Algumas vítimas pularam em desespero; outras não conseguiram escapar e morreram em decorrência das chamas ou da queda.

Segundo o delegado-geral Ulisses Gabriel, três pessoas foram encontradas abraçadas dentro da cesta, já sem vida. O local da queda, uma área rural próxima a um posto de saúde, está sob análise pericial. As investigações iniciais indicam a possibilidade de falha em um dos maçaricos usados para aquecer o ar, o que pode ter iniciado o incêndio.

Em decorrência do acidente, o governador em exercício, Francisco Oliveira Neto, decretou luto oficial de três dias em todo o estado. A tragédia mobilizou diversas equipes de resgate e investigação desde as primeiras horas da manhã.

As vítimas fatais foram identificadas como:

  1. Leandro Luzzi
  2. Leane Elizabeth Herrmann
  3. Leise Herrmann Parizotto
  4. Everaldo da Rocha
  5. Janaina Moreira Soares da Rocha
  6. Fabio Luiz Izycki
  7. Juliane Jacinta Sawicki
  8. Andrei Gabriel de Melo

Já os sobreviventes são:

  1. Elvis de Bem Crescêncio (piloto)
  2. Leciane Herrmann Parizotto
  3. Thayse Elaine Broedbeck Batista
  4. Marcel Cunha Batista
  5. Claudia Abreu
  6. Rodrigo de Abreu
  7. Victor Hugo Mondini Correa
  8. Laís Campos Paes
  9. Tassiane Francine Alvarenga
  10. Sabrina Patrício de Souza
  11. Fernando da Silva Veronezi
  12. Leonardo Soares Rocha
  13. Luana da Rocha

Balão em chamas cai em Praia Grande e deixa oito mortos e 13 feridos

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Local de queda de partes do balão em Praia Grande (SC) | Foto: Divulgação/CBMSC
Local de queda de partes do balão em Praia Grande (SC) | Foto: Divulgação/CBMSC

Na manhã deste sábado (21/6), um balão com 21 pessoas a bordo caiu em Praia Grande, Santa Catarina, após pegar fogo durante o voo. Ao menos oito pessoas morreram e outras 13 sobreviveram ao acidente, que ocorreu em uma área rural próxima à Rodovia SC-108, nas imediações de um posto de saúde. Praia Grande é um dos destinos mais conhecidos do estado para a prática do balonismo com ar quente, especialmente sobre seus famosos cânions.

As primeiras informações do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina apontavam quatro mortes, mas o governador Jorginho Mello atualizou os dados em sua conta oficial na rede social X, confirmando oito óbitos e 13 sobreviventes. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o balão em chamas no céu claro e pessoas saltando em meio ao desespero.

De acordo com a Polícia Civil, o piloto informou que, ao perceber o incêndio, conseguiu descer próximo ao solo e orientou os passageiros a pularem do balão. A maioria conseguiu saltar, mas a estrutura voltou a subir rapidamente, foi consumida pelas chamas e despencou com as pessoas que ainda estavam dentro da cesta. O cesto, em chamas, atingiu o chão em alta velocidade.

Os sobreviventes foram encaminhados para hospitais da região pelo Corpo de Bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Pelo menos cinco deles foram levados ao Hospital Nossa Senhora de Fátima, no centro de Praia Grande, onde a unidade montou uma operação especial com reforço médico e de enfermagem para atender às vítimas.

A empresa responsável pelo passeio, Sobrevoar, possui todas as licenças e autorizações necessárias para operar os voos na região. Em resposta ao acidente, o governador Jorginho Mello determinou a criação de uma força-tarefa dos órgãos competentes para auxiliar as vítimas e investigar as causas do ocorrido. Mesmo estando em missão oficial no Japão, o governador declarou estar consternado com a tragédia e afirmou que as equipes seguem atuando no suporte às famílias.

Piloto é preso após queda de balão que matou jovem no interior de São Paulo

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15/06/2025

Piloto é preso após queda de balão que matou jovem no interior de São Paulo | Reprodução/g1
Piloto é preso após queda de balão que matou jovem no interior de São Paulo | Reprodução/g1

Um grave acidente envolvendo um balão na manhã deste domingo (15/6) em Capela do Alto, interior de São Paulo, resultou na morte de Juliana Prado de Oliveira, de 27 anos, e deixou pelo menos 11 pessoas feridas. O piloto foi preso em flagrante por homicídio culposo agravado e por realizar atividade irregular de balonismo, segundo informou a polícia.

A aeronave transportava 33 passageiros, além do piloto e de um ajudante, quando caiu na zona rural do bairro Distrito do Porto, próximo à estrada municipal Vereador Geraldo Portela. A Polícia Militar disse o piloto apresentava documentação irregular e possuía licença apenas para voos particulares, o que impede o transporte de passageiros. Ele foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento.

A vítima fatal participava do passeio em comemoração ao Dia dos Namorados, ao lado do marido. Testemunhas relataram que o balão decolou de Boituva (SP) e caiu após bater duas vezes no solo, o que provocou a queda de ao menos quatro ocupantes do cesto. Os feridos foram socorridos e encaminhados ao pronto-socorro de Capela do Alto e ao Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS).

O acidente foi registrado por volta das 8h. Vídeos gravados por moradores mostram o balão voando muito baixo instantes antes da queda. Técnicos da perícia e do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) foram acionados e investigam as causas do ocorrido, ainda não informadas.

A Confederação Brasileira de Balonismo informou que o balão não possuía registro e não fazia parte do campeonato realizado no fim de semana em Boituva, cidade nacionalmente conhecida como polo do balonismo. A entidade destacou ainda que a empresa responsável pelo voo já havia sido interditada anteriormente pela prefeitura por operar de forma clandestina, mas continuava atuando irregularmente.

O acidente ocorreu em um fim de semana em que, devido às condições climáticas, todos os voos turísticos e profissionais foram suspensos em Boituva, por recomendação dos organizadores e da confederação.

*Com informações do g1

Governo pede ao STF suspensão de processos sobre descontos indevidos no INSS

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12/06/2025

Governo pede ao STF suspensão de processos sobre descontos indevidos no INSS | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Governo pede ao STF suspensão de processos sobre descontos indevidos no INSS | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou com uma ação cautelar de urgência no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a suspensão de todos os processos judiciais que tratam da responsabilização da União e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por descontos indevidos em aposentadorias e pensões. O pedido é assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo advogado-geral da União, Jorge Messias.

A medida, segundo a AGU, é necessária para preservar a capacidade administrativa do INSS de processar os pedidos de restituição dos valores descontados indevidamente e evitar um cenário de judicialização em massa que pode comprometer a segurança orçamentária e a sustentabilidade das políticas previdenciárias. A ação também pede a perda da eficácia de decisões já proferidas sobre o tema.

De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mais de 4,1 milhões de ações previdenciárias tramitam atualmente no país. Além disso, estima-se que cerca de 9 milhões de descontos associativos foram aplicados nos últimos cinco anos, demonstrando o potencial aumento no volume de litígios. “O governo quer pagar as vítimas sem judicialização”, afirmou Messias.

A AGU aponta ainda que há decisões judiciais conflitantes sobre a responsabilidade da União e do INSS, inclusive com determinações para pagamento em dobro dos valores cobrados, o que, segundo o órgão, desrespeita o princípio da legalidade. A AGU argumenta que essas práticas não se enquadram no Código de Defesa do Consumidor, por se tratarem de atividades administrativas.

Por fim, o governo solicitou ao STF autorização para abrir crédito extraordinário, fora do teto de gastos dos anos de 2025 e 2026, com o objetivo de viabilizar os ressarcimentos. A justificativa se baseia na imprevisibilidade da Operação “Sem Desconto”, da Polícia Federal, que revelou o esquema de fraudes e motivou a ação emergencial. A AGU destaca o “elevado interesse social” em resolver a situação de forma célere e eficaz.

STF forma maioria para responsabilizar redes sociais por postagens ilegais

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11/06/2025

STF forma maioria para responsabilizar redes sociais por postagens ilegais | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
STF forma maioria para responsabilizar redes sociais por postagens ilegais | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou, nesta quarta-feira (11/6), a favor da responsabilização civil das plataformas de redes sociais por conteúdos ilícitos publicados por seus usuários. O julgamento analisa a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet, que atualmente protege as empresas de ações judiciais diretas, salvo em casos nos quais elas descumpram ordens para remover conteúdo.

Até o momento, o placar está em 6 votos a 1 a favor da mudança. Com a maioria formada, o julgamento foi suspenso e será retomado nesta quinta-feira (12), quando os ministros irão definir a tese jurídica que orientará a aplicação da decisão.

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A Corte analisa casos que envolvem conteúdos como discursos de ódio, incitação à violência, ataques ao sistema eleitoral e transmissões que induzem à automutilação de crianças e adolescentes. Os ministros entenderam que a liberdade de expressão não pode servir de escudo para proteger condutas ilícitas que atentem contra a democracia e os direitos fundamentais.

O relator do caso, ministro Luiz Fux, defendeu a possibilidade de remoção de conteúdos mediante notificação extrajudicial, sem necessidade de ordem judicial, em casos de postagens ofensivas ou ilegais. Ele foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso.

Barroso propôs que a ordem judicial seja necessária apenas para casos de crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria), enquanto para outros tipos de conteúdo a notificação extrajudicial seja suficiente, cabendo às plataformas avaliar os conteúdos conforme suas políticas.

O único voto divergente, até agora, foi do ministro André Mendonça, que se posicionou pela manutenção integral do artigo 19, argumentando que sua alteração pode abrir precedentes para censura e insegurança jurídica.

O STF analisa ainda dois casos específicos relacionados ao Marco Civil da Internet: um recurso do Facebook que discute a necessidade de ordem judicial para responsabilização por perfis falsos, e um recurso do Google sobre a obrigação de fiscalizar e remover conteúdos ofensivos sem decisão judicial.

Após problema técnico, voo inaugural entre Recife e Madri retorna ao aeroporto

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10/06/2025

Após problema técnico, voo inaugural entre Recife e Madri retorna ao aeroporto | Foto: Luna Markman/TV Globo
Após problema técnico, voo inaugural entre Recife e Madri retorna ao aeroporto | Foto: Luna Markman/TV Globo

Após problema técnico durante voo inaugural, avião da Azul que saiu do Recife com destino a Madri precisou retornar à capital pernambucana na noite desta terça-feira (10/6). A aeronave, um Boeing 767-300 operado pela Euroatlantic, decolou às 19h52, mas enfrentou dificuldades que levaram o piloto a solicitar o retorno ao aeroporto.

Antes do pouso, o avião passou quase duas horas dando voltas no oceano próximo à Praia de Ponta de Pedras, em Goiana (PE), para reduzir o peso, seguindo protocolos de segurança. O pouso ocorreu às 21h49, sem incidentes, e o desembarque dos passageiros foi realizado normalmente.

A Azul informou que o problema foi tratado como medida preventiva e que não houve declaração de emergência. A companhia ressaltou que a segurança é prioridade e que os passageiros estão recebendo toda a assistência necessária, conforme as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Este voo marca a retomada da rota Recife-Madri, que será operada regularmente às terças, quintas e domingos, com retorno nas segundas, quartas e sextas-feiras.

Confira a nota da Azul na íntegra:

"A Azul informa que, por questões técnicas, o voo AD8000 (Recife-Madri), operado pela euroAtlantic, de hoje, dia 10, precisou retornar ao aeroporto de origem, com solicitação de prioridade de pouso. A aeronave orbitou antes do pouso, por protocolos preventivos, para diminuição do peso para aterrissagem. O pouso e o desembarque dos Clientes aconteceram normalmente e em total segurança.

Os Clientes estão recebendo a assistência prevista na Resolução 400 da Anac. A Companhia ressalta que não houve declaração de emergência, e que medidas como essas são necessárias para conferir a segurança de suas operações, valor primordial da Azul".

Brasil reduz intervalo para recontratação de brigadistas e agiliza combate a incêndios florestais

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Nova lei reduz intervalo para recontratação de brigadistas e agiliza combate a incêndios florestais | Foto: Arcevo/ICMBio
Nova lei reduz intervalo para recontratação de brigadistas e agiliza combate a incêndios florestais | Foto: Arcevo/ICMBio

Foi publicada no Diário Oficial da União a Lei nº 15.143, de 5 de junho de 2025, que traz uma série de medidas para reforçar a resposta do poder público a desastres climáticos, especialmente aos incêndios florestais. Entre as novidades, está a redução do intervalo obrigatório entre contratos temporários de brigadistas florestais, que passa a ser de apenas três meses.

A nova regra beneficia diretamente os agentes temporários ambientais (ATAs) do ICMBio que atuam na prevenção e combate ao fogo. Antes, esses profissionais precisavam esperar dois anos após o fim do contrato para serem recontratados. Com a mudança, poderão voltar à ativa em menos tempo, desde que aprovados em novo processo seletivo.

Segundo João Morita, coordenador do Centro de Manejo Integrado do Fogo, a medida representa um avanço no enfrentamento às queimadas. “A lei desburocratiza alguns procedimentos necessários no período de combate e permite que ICMBio e Ibama possam ter um interstício menor, o que significa que não iremos perder profissionais capacitados e experientes que, outrora, não poderiam contribuir por um período de dois anos”, afirma.

Além disso, a Lei 15.143 autoriza a União, estados e o Distrito Federal a receberem apoio financeiro para enfrentar eventos extremos, facilita o repasses de recursos ambientais sem a necessidade de convênios formais e permite a participação do governo federal no Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos.

Clique aqui e confira a lei na íntegra.

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