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| Cartão Nacional de Saúde (CNS) | Foto: Reprodução/Prefeitura Municipal de São Gonçalo |
O CPF passou a ser utilizado como principal forma de identificação dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), substituindo o antigo número do Cartão Nacional de Saúde (CNS). A mudança entrou em vigor na sexta-feira (30/1) e foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com o objetivo de unificar cadastros e tornar o acesso aos serviços de saúde pública mais simples e eficiente.
Segundo o ministro, a adoção do CPF como identificador único corrige problemas antigos do sistema, como a existência de múltiplos registros para uma mesma pessoa. Ele explicou que, com a nova regra, deixa de existir a dificuldade de descobrir ou lembrar qual número do SUS informar, já que o CPF passa a ser a referência principal.
Os cidadãos que já possuem o cartão do SUS não precisam tomar nenhuma providência, pois os dados foram automaticamente vinculados ao documento. Com a alteração, ao procurar atendimento em unidades de saúde, o usuário deverá informar diretamente o número do CPF. Os novos cartões do SUS já estão sendo emitidos com o documento como identificação principal.
A mudança foi acompanhada por uma revisão na base de dados do SUS, o CadSUS, que passou por atualização para correção de informações e exclusão de registros duplicados ou inconsistentes. O Governo Federal informou que a meta era inativar mais de 100 milhões de cadastros antigos ou irregulares até abril deste ano.
De acordo com o Ministério da Saúde, a integração entre o CadSUS e a base de dados da Receita Federal possibilitou o uso do CPF como identificador único, facilitando o acesso a informações como histórico de vacinação e retirada de medicamentos em programas como o Farmácia Popular.
Mesmo com a mudança, pessoas que não possuem CPF continuarão sendo atendidas pelo SUS. Para esses casos, foi criado um cadastro temporário, com validade de até um ano, destinado a situações em que o documento não possa ser informado, como atendimentos de urgência.
