MP apura denúncia de agressão contra criança com TEA no interior de Alagoas

Vídeo que circula nas redes sociais motivou abertura de procedimento e acionamento de órgãos de proteção

30/01/2026

/ Por Redação
Sede do Ministério Público de Alagoas (MPAL) | Foto: Ascom MPAL
Sede do Ministério Público de Alagoas (MPAL) | Foto: Ascom MPAL

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) vai apurar o conteúdo de um vídeo que circula nas redes sociais e que traz denúncias de agressão contra uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Arapiraca. O menino é classificado como suporte 3 e não verbal, e as imagens levantam a suspeita de que a violência teria sido praticada pela babá responsável pelos cuidados da criança.

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Diante da repercussão do caso, a Promotoria da Infância e da Juventude instaurou, nesta sexta-feira (30), um procedimento preliminar para investigar os fatos. A atuação é conduzida pela promotora de Justiça Viviane Farias, que determinou a adoção das primeiras medidas para apuração da denúncia.

Além da abertura do procedimento, o Ministério Público acionou o Conselho Tutelar e iniciou articulações com a Polícia Civil. O objetivo é garantir as providências legais necessárias, incluindo a possibilidade de instauração de inquérito para identificar responsabilidades.

Segundo a promotora, as acusações são graves e envolvem uma vítima em condição de extrema vulnerabilidade. Viviane Farias ressaltou que é inaceitável qualquer forma de violência contra crianças, especialmente aquelas com limitações decorrentes de transtornos do neurodesenvolvimento, e garantiu que o caso será acompanhado até sua conclusão.

"Aproveito o ensejo para alertar á população que, diante de quaisquer casos de crimes ou violação de direitos, não se prendam às redes sociais, mas procurem as autoridades competentes, os órgãos de proteção para comunicar o fato”, destaca Viviane.

O vídeo que motivou a investigação foi divulgado por uma tia da criança em uma rede social. Nas imagens, ela afirma que o sobrinho teria sido agredido fisicamente e relata que vizinhos teriam flagrado a babá obrigando o menino a ingerir material fecal. De acordo com a familiar, a criança não possui comunicação verbal nem interação social.

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