Operação mira grupo suspeito de fraude fiscal e lavagem de dinheiro em Alagoas

Investigação aponta prejuízo superior a R$ 16,2 milhões aos cofres públicos

07/08/2026

/ Por Redação
Investigação aponta prejuízo superior a R$ 16,2 milhões aos cofres públicos | Foto: Ascom MPAL
Investigação aponta prejuízo superior a R$ 16,2 milhões aos cofres públicos | Foto: Ascom MPAL

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio do Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (GAESF), deflagrou, nesta sexta-feira (7/8), a Operação Desmonte. A ação investiga um suposto esquema de sonegação fiscal, lavagem de bens e fraudes tributárias no setor de reciclagem de metais.

A operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, sendo sete em residências e cinco em empresas de Maceió e Marechal Deodoro. As ordens judiciais foram expedidas pela 17ª Vara Criminal da Capital.

Segundo o GAESF, o grupo teria criado uma estrutura empresarial para reduzir tributos de forma ilegal, ocultar patrimônio e movimentações financeiras, além de utilizar "laranjas" para manter empresas em funcionamento e esconder os verdadeiros responsáveis.

O prejuízo apurado ultrapassa R$ 16,2 milhões em dívidas tributárias. A investigação também apura uso irregular de incentivos do Prodesin, geração fraudulenta de créditos de ICMS, reorganizações societárias e ocultação patrimonial.

Além da investigação criminal, o Ministério Público de Alagoas solicitará a abertura de Procedimento Administrativo de Responsabilização (PAR). A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/AL) atualizará os débitos fiscais. O nome da operação faz referência ao ramo da sucata e ao objetivo de desmontar o esquema investigado.

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