| Investigação aponta prejuízo superior a R$ 16,2 milhões aos cofres públicos | Foto: Ascom MPAL |
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), por meio do Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (GAESF), deflagrou, nesta sexta-feira (7/8), a Operação Desmonte. A ação investiga um suposto esquema de sonegação fiscal, lavagem de bens e fraudes tributárias no setor de reciclagem de metais.
A operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, sendo sete em residências e cinco em empresas de Maceió e Marechal Deodoro. As ordens judiciais foram expedidas pela 17ª Vara Criminal da Capital.
Segundo o GAESF, o grupo teria criado uma estrutura empresarial para reduzir tributos de forma ilegal, ocultar patrimônio e movimentações financeiras, além de utilizar "laranjas" para manter empresas em funcionamento e esconder os verdadeiros responsáveis.
O prejuízo apurado ultrapassa R$ 16,2 milhões em dívidas tributárias. A investigação também apura uso irregular de incentivos do Prodesin, geração fraudulenta de créditos de ICMS, reorganizações societárias e ocultação patrimonial.
Além da investigação criminal, o Ministério Público de Alagoas solicitará a abertura de Procedimento Administrativo de Responsabilização (PAR). A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/AL) atualizará os débitos fiscais. O nome da operação faz referência ao ramo da sucata e ao objetivo de desmontar o esquema investigado.