Alagoas: influenciadora é condenada por injúria homofóbica após ataques em redes sociais

Justiça fixou pena de mais de dois anos de prisão e indenização de R$ 10 mil por danos morais; processo corre em segredo de justiça

30/01/2026

/ Por Redação
Bandeira LGBTQIAP+ | Foto: Reprodução
Bandeira LGBTQIAPN+ | Foto: Reprodução

Uma influenciadora digital foi condenada pela Justiça, nesta quinta-feira (29/1), a dois anos, sete meses e oito dias de prisão pelo crime de injúria homofóbica. Além da pena privativa de liberdade, ela também deverá pagar indenização no valor de R$ 10 mil por danos morais à vítima. O processo tramita em segredo de justiça.

A decisão foi proferida pelo juiz Caio Barros, da 14ª Vara Criminal da Capital, especializada em crimes contra menor, idoso, pessoa com deficiência e vulneráveis. Conforme os autos, a ré, que possui um número expressivo de seguidores, utilizou suas redes sociais para expor publicamente a vítima, promovendo ataques de cunho ofensivo e discriminatório.

Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade das consequências do crime, destacando que as agressões verbais levaram a vítima a revelar sua orientação sexual à família de forma involuntária. Segundo o juiz, essa exposição forçada representa uma violação profunda à dignidade, à privacidade e à autonomia da pessoa LGBTQIAPN+.

Caio Barros enfatizou ainda que a conduta da influenciadora apresentou elevado grau de reprovabilidade, uma vez que foram utilizadas expressões consideradas vulgares, ofensivas e degradantes, com o claro objetivo de atingir a honra e a dignidade da vítima.

De acordo com a decisão, as palavras proferidas alcançaram um nível extremo de agressividade verbal, capazes de causar intensa humilhação e abalo psicológico, o que reforçou a caracterização do crime e a necessidade de responsabilização penal e civil da ré.

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